segunda-feira, 11 de março de 2013

Cadafalso



Marchai Senhor, marchai sem medos.
Afinal de contas já conheceis o caminho.
Perdoai-me por não haver chão...
Mas, de qualquer maneira, de que vos serve o chão...?
Não percamos tempo, ide directo para o fundo.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Percepção



Apercebi-me que não posso viver sem ti,
Apercebi-me que vives em mim.
Apercebi-me que de nada serve erguer barreiras,
Apercebi-me que as transpões sempre.
Apercebi-me que não te posso combater,
Apercebi-me que sou teu...
Minha angústia...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

One Step Closer





Cada vez mais próximo, abraço a Liberdade que me foi concedida, e só falta o salto final, aquele involuntário mas certeiro, aquele que se diz que foi pura sorte mas que para mim há de ser a recompensa que há muito mereço. E voarei, voarei e voarei, e voarei...

sábado, 10 de março de 2012

Tenho um Grito...


Tenho um grito sufocado,
Um grito que me ensurdece a Alma,
Um grito que não sai,
Porque não o podes ouvir...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Tu tombas-te aos poucos...



...e não podes culpar ninguém, só a ti.

És o fruto dos teus actos.
És o caminho que escolhes trilhar.
És responsável pelas tuas escolhas.

Intrigam-me os teus métodos,
intrigam-me os teus ideias,
intriga-me a tua transparência...

E vais caindo...
Nem te apercebes, mas vais tropeçando...
Vais tombando.

E um dia estarás em abandono,
porque já não terás corda de salvação,
porque tombaste de vez...

Mas entretanto, enquanto isso não acontece, 
simplesmente vais caindo, desabando sem ajuda.
Tombas-te...

E eu assisto.
Fantasma na neblina.
Eu assisto.
Sombra foragida.
Eu assisto.
Olhas distante.
Eu assisto.
Sempre presente.
Eu assisto...

Maldita consciência omnipresente, que me carregas para o Inferno, e ainda me mostras as vistas...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

E sempre Noite será...


Já não vejo a luz do sol sem que seja reflectida ou artificial. Não preciso do seu calor (gelado que sou). Não quero o seu consolo (gelado que sou). Não mereço o seu conforto (gelado que sou).
Passo a Noite a namorar a Lua. Ela escuta os meus silêncios (gelado que sou).  Ela ouve os meus lamentos (gelado que sou). Ela bebe das minhas lágrimas (gelado que sou).
Queria transformar as Noites em dias, os dias em Noites, mas não o consigo fazer. Porque não tenho sol para me acariciar, apenas tenho a Lua para me abraçar... E sempre Noite será...

sábado, 12 de novembro de 2011

Ciclos, circulos, eterno retorno...

Abril 2010

Ali, entre as sombras das nuvens tempestuosas, ali jaz o homem, o homem que dizem que tinha o dom da escrita automática. Mas poderá se chamar de dom o pôr em papel as ideias e palavras sem consciência de o fazer?

Olha para o calendário. Deus! como o tempo corre! As horas tornam-se dias, dias semanas, semanas meses, e quando menos esperas está tudo igual... Sim, a folha está preenchida de novo, com palavras, ideias, expressões, pensamentos, factos, lembranças, e nem deste por as escrever... E olhas para cima, para os lados, por entre as sombras das nuvens tempestuosas, e sabes? está tudo igual... Cumpriu-se um ciclo, fechou-se um circulo, retornou ao mesmo, tudo, ao mesmo, de novo...

E ali, entre as sombras das nuvens tempestuosas, ali jaz o homem, só, tal como no inicio... 

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A Luz cospe anjos, anjos caídos que se tornam demónios na Terra...